terça-feira, 26 de março de 2013

Brinquedos e Brincadeiras Antigas - Nível III

As experiências da infância deixam profundas marcas em nossas vidas e quando adultos trazemos nos gestos, na fala e nos costumes.

Seu filho (a) sabe do que você brincava quando pequeno?
Que sabugos de milho se transformavam em bonecos, que com batatas, chuchu ou abobrinha e alguns palitos poderiam construir fazendas e seus animais; Que com pregos e martelo você construía um carrinho de rolimã?


Pois é, esse mês um pai trouxe um carrinho de rolimã como parte deste estudo sobre o brincar que estou realizando com os alunos do Nível III.



Sabendo que a brincadeira tem uma enorme função social, desenvolve o lado intelectual e principalmente cria oportunidades para a criança elaborar planos coletivos,construir e compreender regras e vivenciar situações emocionais e conflitos sentidos no dia-a-dia pretendemos resgatar os brinquedos e as brincadeiras antigas e com as mesmas desenvolver um ensino-aprendizagem instigante, que desperte o prazer em aprender, fazendo da sala de aula um espaço cultural, de troca de conhecimento e de oportunidade a todos, na qual, a família perceba a importância de colaborar para manter as tradições antigas do ato de brincar, que é tão importante para o aprendizado de seus filhos.



Considerações da Profª Silvia.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Iniciação Científica - 5º ano


As aulas de ciências são cercadas de muita expectativa e interesse por parte dos alunos.

A experimentação é um elemento essencial. Quando o aluno realiza um experimento ele tem a oportunidade de verificar, comprovar e procurar explicações para suas hipóteses, e esta é uma das características mais fascinantes do trabalho com o conhecimento científico.

Procurando proporcionar aos alunos oportunidades de reflexão, levantamento de hipóteses e ação, juntamente com a profª de Iniciação a Ciência, Deise, elaborei um projeto sobre o  aparelho locomotor onde os alunos montam o esqueleto humano e assim entram em contato com a terminologia científica nomeando ossos e identificando suas posições no corpo humano.

Buscamos com isso proporcionar aos alunos além da pesquisa, através dos textos do caderno pedagógico de ciências, a troca e conhecimento de informações científicas.



Considerações da Profª Ligia.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Enigmas com Palitos - 5º ano


Ensinar matemática é desenvolver o raciocínio lógico, dedutivo, estimular o pensamento, a criatividade e a capacidade de resolver problemas, e tudo isso de uma maneira interessante e divertida, pois assim conseguimos atingir esse objetivo.

Pensando assim resolvi trabalhar com meus alunos algo que desafiasse a curiosidade, proporcionasse prazer pela descoberta e ao mesmo tempo divertisse.

Sabendo que os enigmas são jogos onde, através de dicas dadas, deve-se chegar a uma solução utilizando métodos lógicos, optei por eles pois me proporcionarão desenvolver além do raciocínio, dedução e estimulo do pensamento, também o prazer e a diversão.

Durante algumas semanas apresentarei vários desafios aos alunos que, com certeza, se empenharão muito para encontrar as respostas, principalmente porque sabem que o fechamento desse projeto será uma manhã onde os pais virão à escola e serão desafiados por eles a resolverem os enigmas trabalhados.  

Considerações da Profª  Ligia.




sexta-feira, 1 de março de 2013

Descobrindo minha história

O homem não faz nenhuma ação em sociedade, por mais simples que seja, sem se comunicar. Ao ensinar a ler e a escrever, é possível trabalhar com a língua viva, como é usada no dia-a-dia.

Assim sendo, os alunos do 1º ano iniciaram as atividades de Língua Portuguesa estudando o gênero textual "Registro de Nascimento".

Ao ensinar gêneros na escola, por mais simples que eles sejam, todas as palavras e letras ganham significação, portanto, o estudo dos gêneros textuais contribui para aumentar o grau de letramento dos alunos e, assim, contribuímos para que eles sejam cidadãos mais conscientes e pensantes.

Ao analisar um Registro de Nascimento em comum, disponibilizado aos alunos pela Professora Renatha, as crianças puderam perceber as características deste gênero; dessa forma, até mesmo as crianças que não sabem ler conseguiram localizar as informações pretendidas.

O estudo deste documento possibilitou também a pesquisa da história de cada um, além de atividades matemáticas, confecção da árvore genealógica e o RG de cada criança. As atividades pedagógicas realizadas proporcionaram aos alunos descobrir onde e para que podemos usar este tipo de documento.




quinta-feira, 29 de novembro de 2012

1ª Noite Cultural do CECA!

A 1ª Noite do Cultural do CECA foi um sucesso!!!
Confiram fotos do evento.

1º ano A - Processo de digitação do livro de rimas



Entrega do livro para a escola - A turma optou por presentear a  biblioteca.


6º ano - Fábulas





7º ano - Confecção das capas dos cordéis: Xilogravura




8º ano - Lançamento do Livro de Contos de Terror


Alunos autografando os livros...
Fila para garantir o autógrafo!


6º e 7º ano - Leitura de Platão e Maquiável




6º ano - Pintura em tecido



sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O maravilhoso mundo do Cordel

O nome cordel foi dado porque a poesia é pendurada em cordas, vendido até hoje dessa maneira em feiras do nordeste, a propaganda desta literatura é feita nas feiras mesmo, o repentista cantando a poesia ou fazendo improviso para atrair os fregueses.
O cordel é muito antigo, nasceu na Idade Média onde era usado para documentar os fatos, transmitir informações e para entretenimento. Mas depois da Idade Média o cordel já servia para muitas finalidades, nos séculos XI e XIII na Europa foi usado para contar histórias de descobrimentos e de terras desconhecidas, esta poesia também já foi usada para documentar fatos históricos, como o ataque as torres gêmeas e o caso da menina Isabela. Há cerca de 2.000 anos atrás os gregos usaram o cordel para contar histórias mitológicas.
A diferença da Poesia Erudita para a Poesia de Cordel (ou de folhetos) é que a de cordel é simples, com uma linguagem popular e obrigatoriamente é rimada, já a erudita a linguagem é mais complicada.

Beatriz Pereira Sella e Franco Góis Fraccaroli 


A literatura de Cordel foi tema de estudo dos alunos do 7º ano nas aulas de Oficina de Texto, com orientação da professora Gemima Serassuelo. O texto acima foi escolhido pela turma por votação para publicação.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Geração do tudo pode!

"Observando os adolescentes de 12 a 14 anos, percebemos uma geração de jovens adolescentes desestruturados, sem sentido do coletivo, sem percepção do outro, sem respeito aos mais velhos. Por um lado pensam que o mundo está a seu serviço, por outro, acreditam que nada precisam fazer, coisas simples, como estudar para uma prova, fazer uma pesquisa, fazer uma redação.
Se não estou enganada, parece que impera a visão de que é possível ser o que quiser sem precisar esforço, sem estudar. A meritocracia foi jogada no lixo, pois se o aluno estudar ou não, é aprovado, se for reprovado a culpa é da escola e do professor. É a cultura do mais, enquanto deveria ser a cultura do melhor.
Observando o comportamento dos nossos jovens - aqueles em quem depositamos nossas esperanças, investimos nosso tempo, dinheiro, esperança de futuro - fica um sentimento de vazio, um sentimento de falta, mas o que falta? Falta saber por que e para quê estudar... Isto é, se realmente estudam.
Os professores tem imensas dificuldades para cobrar resultados de seus alunos, pois os trabalhos acabam sendo copiados da internet, o desempenho não passa do razoável, e quando se formam, se formam para quê? A distância é grande até o mercado de trabalho.
Uma pesquisa recente demonstrou que nossos jovens não tem opinião. Os debates dos principais assuntos não atingem os jovens, por exemplo, efeito estufa, crise mundial , desemprego, etc.
O adolescente não tem espaço na atual sociedade, o mundo do trabalho está limitado aos jovens pelas diversas restrições do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por outro lado, as empresas não oferecem oportunidades para que possa iniciar nesse mundo, bem como ocupar o tempo produtivamente. O mundo social o discrimina pelas suas roupas, cabelo, etc, modismos próprios da idade. No mundo da família, ele não é criança para obedecer e submeter-se incondicionalmente às normas da casa, tão pouco adulto para participar das discussões e decisões da família.
São jovens educados pela pedagogia anestésica, onde não é permitido à criança o sofrimento normal da vida. Os pais não deixam a criança chorar, nada pode faltar, não deve ser contrariada. Com isso, criamos adultos que pensam que tudo é possível na hora que querem. Pessoas que não desenvolvem a resistência natural para dificuldades na vida adulta.
Junta-se a isto o fato de nossas crianças e jovens terem acesso irrestrito aos "desejos do mundo", como roupas e tênias de marca, modernos equipamentos eletrônicos, carros e a um padrão de beleza difícil de ser acompanhado, e criados com tudo do bom e do melhor, apenas por existir.
Nesse momento, em que definiremos os políticos que comandarão o País, fico com uma sensação esquisita, como educadora, fico meio decepcionada, pois tudo o que acreditei e lutei, por mais liberdade e democracia, parece que nunca chega, que é só promessa."


Esther Cristina Pereira. 
Diretora do Ensino Fundamental do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná.

Texto publicado no Jornal de Londrina.